Captação e Tráfego

Quantos brasileiros precisam de tratamento odontológico e quantos pagam do próprio bolso? Estatísticas

O tamanho real da demanda odontológica no Brasil, quem paga do próprio bolso, quem usa o SUS e como a desigualdade de renda, escolaridade e idade recorta esse mercado. Números da PNS 2019 (IBGE), do Censo da Odontologia CFO/ABIMO e o que isso muda na captação da sua clínica.

Vinícius Ragazzi
Por Vinícius RagazziAtualizado em 1 de outubro de 2026 · 15 min de leitura
TL;DR

A maior parte do tratamento odontológico no Brasil sai do bolso do paciente: na PNS 2019 (IBGE), entre os brasileiros de 18 anos ou mais que usaram serviço odontológico, 60,1% pagaram pela consulta e 24,4% usaram serviços públicos.

Pontos-chave
  • O pagamento direto domina. Na Pesquisa Nacional de Saúde 2019 (IBGE), entre os brasileiros de 18 anos ou mais que usaram serviço odontológico, 60,1% pagaram pela consulta e 24,4% usaram serviços públicos, segundo análise publicada na Revista Brasileira de Epidemiologia (SciELO), com 88.531 participantes.
  • O acesso é desigual por renda e escolaridade. No Censo da Odontologia no Brasil (estudo Key-Stone para a ABIMO com apoio do CFO, coleta de dezembro de 2023 a dezembro de 2024), 80% de quem ganha mais de 10 salários mínimos frequentou regularmente o dentista, contra 59% de quem ganha até um salário mínimo.
  • Demanda grande não vira agenda cheia sozinha. Segundo dados internos da Odonto Results (2026), 12% dos leads viram agendamento dentro do WhatsApp (faixa 9% a 15%), sem contar telefone. Base: 21.433 leads. Janela: 25 de março a 25 de agosto de 2026.

Faz parte do guia: Como atrair pacientes para clínica odontológica?

Nesta página
  1. TL;DR
  2. Pontos-chave
  3. Quantos brasileiros foram ao dentista nos últimos 12 meses
  4. Quem paga do próprio bolso: desembolso direto, SUS e plano
  5. Plano exclusivamente odontológico: o que a ANS mede e o que isso muda
  6. Quantos brasileiros ficam sem odontologia suplementar
  7. Desigualdade de acesso por renda e por escolaridade
  8. Desigualdade por idade (e o que estes dados não cobrem)
  9. Perda dentária e cárie não tratada: o estoque que não aparece na busca
  10. O que o brasileiro de fato faz na cadeira
  11. Oferta: quantos disputam esse paciente com você
  12. Metodologia: como ler PNS, Censo CFO/ABIMO, SB Brasil e ANS sem errar
  13. Demanda percebida contra demanda clínica: a distinção que decide a campanha
  14. Por que demanda alta não vira agenda cheia
  15. Como a demanda vira paciente na cadeira: resposta, agendamento e comparecimento
  16. Seu próximo passo
  17. Perguntas frequentes

"Quantos brasileiros precisam de tratamento odontológico e quantos pagam do próprio bolso?"

Você provavelmente já ouviu que o Brasil é um oceano de demanda odontológica reprimida. É verdade. E é irrelevante se você não souber qual pedaço desse oceano paga particular.

Porque existem dois números diferentes dentro dessa pergunta, e quase todo mundo mistura os dois.

Um é quantas pessoas precisam de tratamento. O outro é quantas procuram e pagam. O primeiro é enorme e quase inerte. O segundo é menor, disputado e é onde a sua campanha vive.

Este guia separa os dois com número e fonte, e depois mostra onde a demanda trava antes de chegar na cadeira.

Neste guia você vai ver:

  • Quantos brasileiros foram ao dentista nos últimos 12 meses (e por que dois levantamentos dão números diferentes)
  • Quem paga do próprio bolso, quem usa o SUS e quem tem plano
  • Como renda, escolaridade e idade recortam esse acesso
  • O que as pessoas de fato fazem na cadeira e por que isso limita o ticket
  • Como a demanda vira paciente que comparece, com os números do funil

Quantos brasileiros foram ao dentista nos últimos 12 meses

Comece pelo dado de uso, não pelo de necessidade. É o uso que descreve mercado ativo.

Na Pesquisa Nacional de Saúde 2019 do IBGE, a utilização de serviços odontológicos no ano anterior à entrevista foi de 53,2% entre adultos e de 34,3% entre idosos, segundo análise publicada na Revista Brasileira de Epidemiologia (SciELO). O escopo é a população brasileira de 18 anos ou mais, com amostra de 88.531 participantes e entrevistas de agosto de 2019 a março de 2020. No conjunto dos 18 anos ou mais, 48,2% utilizaram serviço odontológico no último ano, ou seja, pouco mais da metade dos adultos brasileiros não passou por um consultório no período.

Já o Censo da Odontologia no Brasil, estudo da consultoria Key-Stone para a ABIMO com apoio do CFO, aponta outro patamar: 68% dos brasileiros visitaram um cirurgião-dentista no último ano, com coleta de dezembro de 2023 a dezembro de 2024, segundo o Conselho Federal de Odontologia.

Os dois números não se anulam. Eles medem coisas diferentes, em anos diferentes, com metodologias diferentes.

Levantamento Uso no último ano População e coleta
PNS 2019 (IBGE), análise SciELO 53,2% adultos e 34,3% idosos 18 anos ou mais, 88.531 participantes, agosto de 2019 a março de 2020
Censo da Odontologia (CFO/ABIMO, Key-Stone) 68% dos brasileiros coleta de dezembro de 2023 a dezembro de 2024

O que isso significa na prática? Que uma fatia grande da população adulta não passou por um dentista no período, e o tamanho exato dessa fatia depende de qual levantamento você usa. Esse é o estoque de demanda parada.

Quem paga do próprio bolso: desembolso direto, SUS e plano

Aqui está a resposta que interessa ao seu caixa.

Na PNS 2019, entre os brasileiros de 18 anos ou mais que usaram serviço odontológico, 60,1% pagaram pela consulta e 24,4% usaram serviços públicos, conforme a análise das desigualdades socioeconômicas no uso de serviços odontológicos publicada na Revista Brasileira de Epidemiologia. Repare no denominador: são os que usaram, não a população inteira.

O Censo da Odontologia aponta na mesma direção por outro caminho. Apenas 23% dos que buscaram atendimento odontológico o fizeram pelo SUS, segundo o CFO, o que indica que a maior parte do atendimento no país corre por via privada, seja por plano, seja por desembolso direto.

Traduzindo para a sua régua comercial: o mercado particular não é um nicho dentro da odontologia brasileira. Ele é o modo padrão.

Lembre: dois levantamentos independentes, com métodos e anos diferentes, apontam a mesma coisa. O paciente brasileiro que trata o dente na esmagadora maioria das vezes paga por isso. O seu problema nunca foi a existência do paciente particular. É a disputa por ele.

Plano exclusivamente odontológico: o que a ANS mede e o que isso muda

A odontologia suplementar é a terceira via, entre o SUS e o desembolso direto, e é a que mais confunde o dono de clínica.

A ANS é a fonte oficial do estoque de beneficiários de planos exclusivamente odontológicos no Brasil e publica esse acompanhamento periodicamente. Como o número se move a cada divulgação, não trave a sua estratégia num percentual de memória: consulte o painel vigente da agência quando for dimensionar.

O ponto estrutural, esse sim, é estável. Os dois levantamentos acima mostram que a rede pública responde por uma fatia minoritária do atendimento (24,4% de uso de serviços públicos na PNS 2019 entre quem usou, e 23% via SUS no Censo da Odontologia). O restante se divide entre plano e bolso do paciente.

E isso tem consequência direta na margem. Volume por plano costuma competir com rentabilidade por procedimento, e essa é uma decisão de modelo de negócio, não de mídia. Veja o desdobramento em planos odontológicos no Brasil em números e o efeito no particular.

Quantos brasileiros ficam sem odontologia suplementar

Vale fixar a lógica antes de qualquer conta.

Se a maior parte do atendimento odontológico é privada e a cobertura por plano exclusivamente odontológico alcança só uma parcela da população, sobra uma massa enorme de brasileiros que só consegue tratar pagando ou não trata.

Essa população é o seu mercado endereçável real. Ela não aparece numa lista de convênio. Ela aparece quando alguém pesquisa dor, estética, prótese ou preço, e decide pagar.

Por isso, na captação, a pergunta útil não é "quantos existem". É "quantos, na minha praça, estão dispostos a pagar agora". Uma coisa é população. A outra é demanda comercial.

Desigualdade de acesso por renda e por escolaridade

Este é o recorte mais acionável de todos, porque ele descreve exatamente quem você deve mirar.

O Censo da Odontologia mede isso de forma direta. 80% das pessoas que ganham mais de 10 salários mínimos frequentaram regularmente o dentista, contra 59% das pessoas com até um salário mínimo. E 75% dos pacientes com ensino superior buscaram o dentista, enquanto apenas 54% dos brasileiros com escolaridade básica fizeram o mesmo, segundo o CFO.

A PNS 2019 chega ao mesmo fenômeno por outro método estatístico. O uso de serviços odontológicos foi maior em pessoas com maior nível educacional, com razão de prevalência de 2,02 (IC95% 1,87 a 2,18), e em pessoas de maior renda, com razão de prevalência de 1,54 (IC95% 1,45 a 1,64), conforme a Revista Brasileira de Epidemiologia. Razão de prevalência não é diferença percentual: ela diz quantas vezes a prevalência de uso do grupo é maior que a do grupo de referência.

Recorte Indicador Fonte
Mais de 10 salários mínimos 80% frequentaram regularmente o dentista Censo da Odontologia (CFO/ABIMO)
Até um salário mínimo 59% buscaram atendimento odontológico Censo da Odontologia (CFO/ABIMO)
Ensino superior 75% buscaram o dentista Censo da Odontologia (CFO/ABIMO)
Escolaridade básica 54% buscaram o dentista Censo da Odontologia (CFO/ABIMO)
Maior escolaridade (PNS 2019) razão de prevalência 2,02 (IC95% 1,87 a 2,18) Revista Brasileira de Epidemiologia (SciELO)
Maior renda (PNS 2019) razão de prevalência 1,54 (IC95% 1,45 a 1,64) Revista Brasileira de Epidemiologia (SciELO)

Repare no que a tabela está dizendo: escolaridade discrimina mais o acesso do que renda na PNS 2019 (2,02 contra 1,54). Não é só poder pagar. É entender que precisa ir.

Isso muda criativo, oferta e segmentação. Público de menor escolaridade responde a dor e a preço; público de maior escolaridade responde a diagnóstico, previsibilidade e credencial.

Desigualdade por idade (e o que estes dados não cobrem)

A idade inverte a intuição de muita clínica.

Na PNS 2019, a utilização de serviços odontológicos no ano anterior foi de 53,2% em adultos e de 34,3% nos idosos, segundo a análise na Revista Brasileira de Epidemiologia. O idoso usa menos, embora seja o grupo com maior acúmulo de necessidade.

Ou seja: o público de maior necessidade clínica é o que menos procura. Isso é lacuna de mercado, não ausência de mercado.

Honestidade sobre o limite deste guia: o recorte por região existe nos dados citados, mas é grosso. Na mesma análise da PNS 2019, os estados das regiões Sudeste, Centro-Oeste e Sul apresentaram as maiores porcentagens de quem consultou um dentista no último ano, entre 49,0% e 57,6% da população, conforme a Revista Brasileira de Epidemiologia. Isso descreve macrorregião e estado, não a sua praça. Para corte municipal, vá direto às tabelas da PNS no IBGE em vez de aceitar uma estimativa de blog.

Curiosamente, o seu funil de mídia tende a mostrar o oposto do que a PNS mostra sobre procura espontânea. Segundo dados internos da Odonto Results (2026), 55,0% dos leads de clínica odontológica têm 45 anos ou mais, e a faixa 65+ lidera, com 19,3%. Base: cerca de 97 mil leads com demografia no Meta Ads. Janela: agosto de 2023 a agosto de 2026.

Quem é mais velho procura menos por conta própria e responde mais quando é procurado.

Perda dentária e cárie não tratada: o estoque que não aparece na busca

Existe uma camada de demanda que nenhum relatório de mídia enxerga.

Perda dentária parcial, edentulismo e cárie não tratada são condições acumuladas ao longo de décadas. Quem convive com elas há anos normalizou o problema e, muitas vezes, nem classifica aquilo como algo tratável hoje.

Os levantamentos nacionais de saúde bucal, como o SB Brasil, e a própria PNS existem justamente para dimensionar esse estoque por faixa etária, porque ele não emerge na demanda espontânea. Se você precisa de magnitude por idade, puxe o levantamento direto na fonte oficial em vez de reciclar número de terceiro.

Para a sua clínica, a implicação é prática e vale mais que o número exato:

  • Essa demanda não busca sozinha. Ela precisa ser provocada por conteúdo, campanha e indicação.
  • Ela tem ticket alto quando entra. Reabilitação não é limpeza.
  • Ela hesita mais. Quanto maior o valor, maior a pesquisa paralela e o tempo até decidir.

É o mesmo movimento descrito em como atrair pacientes de prótese sobre implante e reabilitação oral: o candidato existe em escala, mas não digita o nome técnico do tratamento no Google.

O que o brasileiro de fato faz na cadeira

Agora o dado que mais dói no planejamento de ticket.

No Censo da Odontologia no Brasil, entre os entrevistados que disseram ter visitado o dentista, 70% afirmaram ter feito limpeza bucal, o tratamento mais realizado, e 39% deles buscaram serviço de obturação e restauração dentária, segundo o CFO.

O mix real é de manutenção, não de reabilitação. Muita gente entra na clínica pelo procedimento mais barato do cardápio.

Do lado da oferta, o mesmo estudo identificou quais atendimentos os cirurgiões-dentistas realizam com mais frequência: os procedimentos estéticos, que incluem ortodontia e estética dentária, como clareamento ou lente de contato dental, são praticados por 86% dos entrevistados, segundo o CFO.

Junte as duas pontas e o retrato fica desconfortável:

  • A demanda que aparece é de limpeza e restauração.
  • A oferta está concentrada em estética e ortodontia.

É exatamente aí que nasce a guerra de preço na estética. Quase todo mundo oferece a mesma coisa para um público que entrou querendo outra coisa.

Quem resolve isso não baixa preço. Resolve no diagnóstico e na conversão de avaliação em plano de tratamento, transformando a entrada barata em caso completo.

Oferta: quantos disputam esse paciente com você

A demanda é grande. A oferta também.

O Brasil é o país com o maior número de cirurgiões-dentistas do mundo, segundo o Conselho Federal de Odontologia, que mantém o registro oficial dos profissionais inscritos.

Isso explica a sensação que você tem na praça. Demanda alta e concorrência alta convivem, e o efeito líquido é que visibilidade sozinha deixou de ser vantagem. Aparecer é o mínimo.

Para o dimensionamento de mercado mais amplo (tamanho, crescimento e composição), veja o mercado odontológico brasileiro em números.

Metodologia: como ler PNS, Censo CFO/ABIMO, SB Brasil e ANS sem errar

Antes de usar qualquer um desses números numa reunião, saiba o que cada um mede. Misturar fontes é o erro mais comum em apresentação de mercado.

Fonte O que mede Como é feita Cuidado ao usar
PNS (IBGE) Uso de serviços de saúde, incluindo odontológicos, e condições autorreferidas Inquérito domiciliar por amostra probabilística nacional; a edição 2019 analisada tem 88.531 participantes de 18 anos ou mais O dado de 2019 tem coleta de agosto de 2019 a março de 2020; não é um retrato de hoje
Censo da Odontologia (CFO/ABIMO) Comportamento de busca por atendimento, perfil socioeconômico e mix de procedimentos Estudo executado pela consultoria Key-Stone para a ABIMO com apoio do CFO, coleta de dezembro de 2023 a dezembro de 2024 Parte dos recortes descreve o paciente e parte descreve o cirurgião-dentista entrevistado; confira o denominador
SB Brasil Condição clínica de saúde bucal, como cárie e perda dentária Levantamento epidemiológico nacional com exame clínico, não autorreferido Mede necessidade clínica, não procura por tratamento
ANS Beneficiários de planos, inclusive exclusivamente odontológicos Registro administrativo das operadoras, divulgado periodicamente O estoque muda a cada divulgação; cite sempre a competência vigente

A diferença mais importante da tabela: SB Brasil mede quem precisa; PNS e Censo medem quem procurou. Confundir os dois é o que produz aquela frase inflada de apresentação comercial que não sobrevive a uma pergunta.

Demanda percebida contra demanda clínica: a distinção que decide a campanha

Esse é o conceito que amarra o guia inteiro.

Demanda clínica é quem precisa de tratamento segundo exame. É gigantesca e silenciosa.

Demanda percebida é quem se reconhece como precisando e age. É menor, e é a única que gera lead esta semana.

Entre uma e outra existem barreiras conhecidas: custo percebido, medo, tempo, e a própria normalização do problema. A PNS 2019 mostra o efeito agregado dessas barreiras quando registra razão de prevalência de 2,02 para maior escolaridade, na análise da Revista Brasileira de Epidemiologia. Informação move procura.

O que isso significa para o seu orçamento? Duas estratégias diferentes, que quase ninguém separa:

  1. Capturar demanda percebida. Busca de alta intenção, presença local, resposta imediata. Ciclo curto, concorrência alta.
  2. Converter demanda clínica em percebida. Conteúdo, campanha educativa, reativação de base, indicação. Ciclo longo, concorrência baixa e ticket maior.

Clínica que só faz a primeira compete com todo mundo pelo mesmo pedaço pequeno. Clínica que faz as duas cria mercado próprio.

Por que demanda alta não vira agenda cheia

Aqui o discurso do "oceano de demanda" encontra o balde furado.

Entre a pessoa que precisa e a pessoa que comparece existem quatro filtros em série: ela precisa perceber, procurar, ser respondida e aparecer. Cada filtro derruba uma parte.

Onde o vazamento é mais brutal? No momento em que ela procura e ninguém responde.

Segundo dados internos da Odonto Results (2026), 46,0% dos leads de clínica odontológica chegam fora do horário comercial. Base: 16.719 leads na primeira mensagem do WhatsApp. Janela: 25 de março a 25 de agosto de 2026.

Quase metade da procura acontece quando a recepção está fechada. Não é falta de demanda. É demanda batendo na porta trancada.

Como a demanda vira paciente na cadeira: resposta, agendamento e comparecimento

Chega de mercado. Agora o funil, com número.

Segundo dados internos da Odonto Results (2026), a IA de Agendamento responde o primeiro lead em 5,7 segundos na mediana, com 99,2% das primeiras respostas em até 60 segundos. Base: IA de Agendamento da Odonto Results no WhatsApp. Janela: 25 de março a 25 de agosto de 2026.

E o que acontece depois da resposta, no mesmo recorte:

  • 12% dos leads viram agendamento dentro do WhatsApp (faixa 9% a 15%), sem contar telefone. Base: 21.433 leads. Janela: 25 de março a 25 de agosto de 2026.
  • Entre os leads que respondem à clínica no WhatsApp, a mediana entre clínicas é de 21% que viram agendamento na conversa (faixa típica de 16% a 28%), sem contar telefone. Base: 21.433 leads. Janela: 25 de março a 25 de agosto de 2026.

Os dois números medem coisas diferentes. O primeiro tem todos os leads no denominador. O segundo só os que responderam. Não troque um pelo outro numa reunião.

Considerando o funil completo, com IA, equipe e telefone, dados internos da Odonto Results indicam que 20% a 40% dos leads viram agendamento e 20% a 50% dos agendados comparecem. É uma faixa da operação de atendimento das clínicas, não uma medição de recorte datado, porque o fechamento por ligação não fica registrado na conversa.

Faça a conta na sua cabeça uma vez só e o mercado inteiro se reorganiza: você não perde paciente por falta de brasileiro precisando de dentista. Você perde nas passagens.

Etapa do funil O que derruba O que controla essa etapa
Precisar e não perceber Normalização do problema, escolaridade Conteúdo e campanha educativa
Perceber e não procurar Custo percebido, medo, tempo Oferta de entrada e prova social
Procurar e não ser respondido Horário, fila, equipe ocupada Velocidade de primeira resposta
Agendar e não comparecer Prazo longo, confirmação fraca Confirmação multicanal e lembrete

Para medir isso com honestidade dentro da sua operação, veja como medir se a agência traz paciente ou só lead.

Seu próximo passo

  1. Escolha o seu recorte de demanda antes da mídia. Decida se você vai disputar demanda percebida (busca de alta intenção) ou construir demanda clínica em percebida (conteúdo e reativação). Orçamento que tenta os dois sem separar métrica não mede nenhum.
  2. Tape o vazamento da porta trancada. Se quase metade da procura chega fora do horário comercial, resposta imediata e 24 horas por dia deixa de ser conforto e vira captação. Meça a sua velocidade mediana de primeira resposta esta semana.
  3. Troque a régua de lead para paciente que compareceu. Acompanhe lead para agendamento, agendamento para comparecimento e comparecimento para tratamento fechado. É a única cadeia que explica se a demanda do seu mercado está virando faturamento.

Quer transformar a demanda da sua região em agenda previsível, com número em cada passagem do funil? Agende uma apresentação.

Perguntas frequentes

Quantos brasileiros foram ao dentista no último ano?

Depende do levantamento e da população medida. Na Pesquisa Nacional de Saúde 2019 (IBGE), a utilização de serviços odontológicos no ano anterior à entrevista foi de 53,2% entre adultos e de 34,3% entre idosos, numa amostra de 88.531 participantes de 18 anos ou mais. Já no Censo da Odontologia no Brasil (CFO/ABIMO, coleta de dezembro de 2023 a dezembro de 2024), 68% dos brasileiros visitaram um cirurgião-dentista no último ano. São recortes, populações e anos diferentes, então não dá para trocar um número pelo outro.

Quantos brasileiros pagam o tratamento odontológico do próprio bolso?

Na PNS 2019 (IBGE), entre os brasileiros de 18 anos ou mais que usaram serviço odontológico, 60,1% pagaram pela consulta e 24,4% usaram serviços públicos. No Censo da Odontologia no Brasil (CFO/ABIMO), apenas 23% de quem buscou atendimento o fez pelo SUS. Os dois levantamentos apontam a mesma direção: o atendimento odontológico no Brasil corre majoritariamente por via privada.

A renda muda o acesso ao dentista no Brasil?

Muda, e bastante. No Censo da Odontologia no Brasil (CFO/ABIMO, coleta de dezembro de 2023 a dezembro de 2024), 80% das pessoas que ganham mais de 10 salários mínimos frequentaram regularmente o dentista, contra 59% das pessoas com até um salário mínimo. A PNS 2019 mede o mesmo efeito por outro método, com razão de prevalência de 1,54 (IC95% 1,45 a 1,64) para maior renda.

Qual é o tratamento mais realizado por quem vai ao dentista?

A limpeza. No Censo da Odontologia no Brasil (CFO/ABIMO), entre quem disse ter visitado o dentista, 70% dos entrevistados afirmaram ter feito limpeza bucal e 39% buscaram serviço de obturação e restauração dentária. É um mix de manutenção, não de reabilitação, o que ajuda a explicar por que demanda grande convive com ticket baixo.

Se a demanda é tão grande, por que minha agenda não enche?

Porque demanda clínica não é demanda comercial. A pessoa que precisa de tratamento nem sempre procura, e quem procura nem sempre é respondida a tempo. Segundo dados internos da Odonto Results (2026), 46,0% dos leads de clínica odontológica chegam fora do horário comercial. Base: 21.433 leads na primeira mensagem do WhatsApp. Janela: 25 de março a 25 de agosto de 2026.

Esses números servem para dimensionar a captação na minha região?

Servem como piso de raciocínio, não como projeção. PNS e Censo da Odontologia são nacionais e agregados, então descrevem o país, não o seu raio de atendimento. Use-os para calibrar a composição do público (particular contra SUS, renda, escolaridade, idade) e meça a sua praça com os seus próprios dados de campanha e de agenda.